BRUNA SURFISTINHA

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BRUNA SURFISTINHA

Mensagempor Rui Barbosa » Sáb Ago 21, 2004 2:23 pm

Eu, Bruna, garota de programa...


Pedro Doria


16.08.2004 | Em outubro de 2002, Bruna saiu para a viagem mais longa de sua vida. Ou assim lhe pareceu. Pôs na mochila algumas peças de roupa, fumou um baseado, deixou o quarto. Encontrou a mãe na cozinha, puxou assunto, ela não respondeu. Estavam brigadas. Depositou uma carta sobre a mesa, deixou a casa para trás e seguiu andando pela rua. Não tinha dinheiro para a condução. Teve medo. Em alguns momentos, parou. Pensou se queria aquilo mesmo. De um orelhão, ligou para um amigo e falou de seus planos – pediu que, caso os pais ligassem, ele lhes dissesse que estava bem, que ia para a casa de uma amiga. Andou pouco menos de uma hora a pé até a Alameda Franca, na sofisticada região dos Jardins em São Paulo, onde se internou num clube privê.

O primeiro cliente que entrou, em seu primeiro dia de trabalho, logo a quis. No
blog que mantém na Internet, escreveu que perante aquele rapaz, "tremia muito, não sabia como agir". Até então, toda sua experiência sexual eram dois namoricos muito curtos e um terceiro menino numa noite de loucura, uma única vez. Chamou-se Fernanda por um tempo, mas uma amiga achava que tinha mais cara de Bruna. Ficou sendo Bruna. Não tinha dois meses de trabalho quando completou 18 anos. Por um dos primeiros clientes cativos, apaixonou-se e chorou quando ele, ao retornar um dia, quis outra. Ela sorri e explica: "Tem que aprender cedo que, na putaria, ninguém é de ninguém". Na Alameda Franca, trabalhou todos os dias, de 10h às 2h, por oito meses. A diversão, na labuta, como de todas as outras meninas, eram pó e maconha. Em junho do ano passado, deixou o privê para tirar um mês de férias. Não voltou.

A favorita da Internet

Bruna Surfistinha é boa no que faz. Há, na Internet, um site chamado
GPGuia que reúne clientes de garotas de programa, principalmente paulistas, para trocarem experiências. Bruna foi resenhada 133 vezes, recebeu 117 votos positivos, 11 neutros, 5 negativos. Lá, é a favorita, a recordista. E tantas opiniões positivas não vêm apenas porque faz de tudo, seja com homens, mulheres ou casais. O recorrente em cada um dos pequenos textos em que seus clientes passados relatam a experiência é o carinho, são os pequenos beijos, o ouvido atento a um desabafo. É, o termo aparece aqui e ali, do tipo namoradinha.

"Eu não consigo me ver como puta nem eles como clientes", ela explica numa entrevista por telefone. "Me sinto namoradinha." Mas a que custo? Como deitar-se com cinco ou seis homens a cada dia e ser carinhosa com cada um, como manter a cabeça no lugar e segurar as emoções num nível suportável? Porque o mais fácil seria deitar-se gélida, sussurrar uns gemidos fingidos e contar o dinheiro no fim. Sua primeira resposta é que ela tira sempre dois dias da semana para descansar, quando vê televisão, toma um chope com um ou outro amigo. Então, pensa e diz que, na verdade, prefere não pensar muito nisso.

A dona do privê na Alameda Franca ficou-lhe devendo dinheiro que nunca pagou. Como achou então que preferia operar independentemente, alugou com a amiga Gabi um flat em Moema para receberem seus clientes. Em agosto do ano passado, preferiu arriscar outro privê – escolheu um chamado Michigan. Era pior. Cada programa custava 60 reais, dos quais mantinha apenas 24. Um dia, chegou a fazer dez seguidos. Largou o lugar no fim de setembro e voltou para Moema. Decidiu operar anunciando na Internet. E, como já estava lá, deu início a um blog.

Computador sempre lhe foi natural. Desde que computadores começaram a ser vendidos no Brasil, seu pai já tinha um. E, quando veio a rede, ele logo ingressou. Bruna era menininha, foi criada acessando a Internet. Se decidiu escrever um blog foi porque, em sua geração, isso é apenas natural. Ela sabia que tinha uma história interessante para contar. Bruna gosta do que faz.

Sua família é de Sorocaba e o sotaque, érres que parecem emprestados do inglês, confirma. Os pais e irmãos moram na grande São Paulo. O Surfistinha que incluiu no nome vem das longas temporadas que passou no apartamento de veraneio do pai no Guarujá – foi uma adolescente surfista, mas já faz um tempo que não vê o mar. Diz que ela e o pai nunca se entenderam, que ele sempre foi muito rígido, mas faz mistério sobre o porquê da briga que a fez deixar sua casa. Diz, também, que é a única adotada dos irmãos e que sempre lhe disseram isso – e o diz num tom que deixa o ouvinte na dúvida se é verdade ou se não é. Há poucos meses, falou com a mãe pelo telefone. Seus pais já sabem o que faz. Perguntou se poderia visitá-los, a mãe disse que ainda era cedo. No Dia dos Pais, escreveu no blog, achou melhor não comprar nenhum presente para que ele não tivesse de imaginar quantos homens foram necessários para aquela compra.

Os programas de cada dia

Bruna Surfistinha acorda todo dia por volta das 11h e estuda as apostilas do supletivo. Começou faz um mês, espera terminar rápido o segundo grau. Então, almoça. Gabi, sua companheira de apartamento, cozinha bem, comida caseira, arroz e feijão, carne ou frango, coisa simples. Por volta das 14h, segue para o flat que aluga à parte. Às vezes, trabalha até meia-noite. Costuma cobrar 150 reais por hora e meia, tem em média cinco clientes por dia, é normal que sinta nojo pelo menos de um deles. Aí o toque lhe é desagradável. Usa sempre camisinha, faz exames a cada três meses. A maioria são homens entre 30 e 45 anos, casados. Às vezes aparecem rapazes mais novos, em geral muito tímidos ou muito feios. Ou gordos. Muitos japoneses. "Solteiro bonito pega quem quiser na balada", explica, a gíria paulista lhe é natural. Não é raro que goze.

Quer estudar psicologia. Sabe que quer, é incisiva. Quer estudar ano que vem e pretende pagar o curso por conta própria. Está escrevendo um livro, já tem 100 páginas no Word. Será autobiográfico, mas tem tons de ensaio sobre a prostituição. Para subsidiá-lo, anota disciplinadamente num caderno cada programa que fez, quanto ganhou, o que aconteceu. Um dia pretende fazer a contabilidade – mas não ainda.

No fim do ano, terá dinheiro para comprar um carro. Então, pretende viajar por todo o Brasil para trabalhar no que faz e conhecer as diferenças regionais de seu ramo. Quer contar isso no livro também. E, se lhe chamam a atenção para o fato de que as viagens talvez não sejam compatíveis com a faculdade, responde que talvez deixe a psicologia para o ano seguinte. Bruna tem tempo e nenhum medo de perigos.

Na verdade, sente até que ganhou uma certa liberdade nestes últimos dois anos. Adolescente, conta que tinha a auto-estima baixa, que não acreditava que os meninos pudessem se interessar por ela. Agora sabe. É bem feita de corpo, e os dois ensaios fotográficos em seu site dão mostra disso.

Rui Barbosa
 
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Mensagempor Baron Harkonnen » Qua Ago 25, 2004 12:26 pm

Boa leitura. Apenas mais uma entre centenas de GP em SP, milhares no mundo todo. Se mudarmos o nome e a geografia, a estória pode ser re-usada para relatar a vida de muitas e muitas GPs around the world.


A imaturidade é evidente na decisão de comprar um carro com dinheiro tão "suado" (pior investimento é difícil de achar) e quando alega ao mundo todo que mantém um cadastro de todos os clientes que vê, com detalhes. Essa última revelação, se não foi invenção do autor, foi infeliz para ela.


Os *amigos* dela (e tenho certeza de que ela deve ter caras inteligentes ao redor) deveriam aconselha-la a investir boa parte da grana em uma residência própria, privacidade, segurança e estudo. Dessa forma, quando (e se ela quiser) sair da vida de GP no futuro, pode ter onde morar, uma profissão onde o passado não a afetará e segurança de casa própria. Sem falar que vai sempre aparecer um cara se apaixonando por uma mulher que mande tão bem quanto ela deve mandar e tenha independência financeira.


Esse papo de sair pelo Brasil de carro para escrever sobre prostituição... pareçe tese de Sociologia da década de 60.
Knowledge speaks, but wisdom listens.


Jimi Hendrix
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Mensagempor Babyface » Qua Out 13, 2004 2:39 pm













''Criei o blog porque acho que todos têm curiosidade de saber como vive uma prostituta. Ao menos eu tinha''


Moça até bonita, não é ?



http:revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT807606-1664,00.html

Procuro um amor


Que seja bom prá mim


Vou procurar


mas não será aquiiii...
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Mensagempor Fast&Furious » Qua Jul 06, 2005 5:35 pm

Essa menina é GP conhecida? Se sim, de onde? Se não me engano tenho o vídeo completo dela...posso gravar e dar de presente no próximo encontro do HF, hehe.



[]s!

Especializado em loiras, frequentando todas as pistas do RJ e postando absolutamente TUDO que acontece! []s!!!
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Mensagempor *MIM* » Qui Jul 07, 2005 5:30 pm

Brother F&F,



Ela tem aparecido muito na TV, tem um site brunasurfista e um blog tb.



Conheço gente que pegou e disse que antes de ficar famosa era melhor, aliás vale a pena ler o Blog dela.

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras





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Mensagempor Rui Barbosa » Dom Jul 24, 2005 4:35 pm

A mais amada garota de programa


Pedro Doria





















Pedro Doria
Bruna, hoje estrela de um DVD: cara conhecida
14.04.2005 | Aos poucos, Bruna Surfistinha foi se cercando de gente que não a chama pelo nome. Quando, após o gozo, um cliente insiste muito, ela diz que é Renata. Mas não é, não. É outro. Sua melhor amiga, com quem divide o apartamento, a chama de Bruna. Conhece o do registro civil, mas é que ela foi ficando Bruna até deixar de ser quem era. Foi esta amiga quem a batizou na vida. Às vezes, quando a noite chega e pede uma pizza pelo telefone, o primeiro impulso é dizer que se chama Bruna. Aí lembra que seu nome é outro. Um nome perdido na conta bancária, na carteira de identidade e no seu email pessoal, aquele que não dá para ninguém, mas que acessa todo dia, a toda hora.

Quando Bruna apareceu na primeira página de NoMínimo, em 16 de agosto do ano passado, era a garota de programa mais popular de um site que reúne clientes da prostituição. Desde então, esteve na revista “Época”, na “Sexy”, na “Private”, deu entrevistas em programas de auditório. No “Casseta e Planeta” da Rede Globo, virou Bruna Chupetinha. Foi escolhida pela grife paulista de óculos escuros Chilli Beans como uma das garotas-propaganda do site – seu blog é republicado lá. Há três comunidades no Orkut dedicadas a ela, duas de fãs, uma contra. As duas de fãs reúnem 1023 pessoas; a contra, 12. Em agosto, Bruna tinha alguns limites. Não queria que seu rosto fosse publicado. Não faria filmes pornográficos. Seu rosto já saiu por toda parte e "Aventuras sexuais de Bruna Surfistinha e suas amigas no Sex-Shop" foi lançado este mês, em DVD e vídeo. A seu jeito, carinhosa, menininha, Bruna virou o emblema da garota de programa brasileira.

Nada foi muito planejado. Quando, após a entrevista para a NoMínimo, outros jornalistas passaram a ligar, ela achou que talvez não fosse problema aparecer mais um pouco. "Eu pensava que meus pais iam me procurar, porque eu estava dando um sinal de vida. Eles iam ver que não estou jogada na rua." Não procuraram. Em dezembro, pouco antes do Natal, passou com o namorado pela porta do prédio dos pais. O apartamento estava em obras, o porteiro não sabia se voltariam, se venderiam. Uma vez, arriscou fazer compras no supermercado que sua mãe freqüentava, tremia de medo de ser reconhecida. Mas ninguém a reconheceu. Passado o Ano Novo, ligou a cobrar, alguém atendeu, mas aí desligaram e ela não sabe quem foi. Acha que talvez eles só tenham feito uma reforma e voltado. Acha que, se alguém fará contato, será sua mãe. Seu blog, ela o mantém ativo. Tem momentos em que, imagina, seus pais a estão acompanhando.

Aos 17, besteira grande

Desde outubro, Bruna Surfistinha faz análise toda segunda-feira de manhã. Tem pensado um bocado sobre sua adolescência, medido os passos que deu. A infância, passou-a num sítio. O dia todo correndo pelo jardim. Quando tinha 13 anos, a família mudou-se para São Paulo, a liberdade se foi. Seus pais não a deixavam sair, com medo da violência, mas suas amigas de escola já saíam.

Então Bruna, mentia. Aos 14, começou a fumar maconha de vez em quando e acha que foi por causa da larica que deu de comer muito. Engordou. Com a engorda, veio a depressão e, então, a bulimia. "Meu pai não entendeu, eu ia ao psiquiatra, mas ele nunca conversava, nunca me chamou."

Quando tinha 17, fez besteira grande. "Uma loucura." Ela não conta qual foi, diz que ninguém com quem convive sabe. Seu pai deu-lhe uma surra, nunca tinha feito isto. Cortaram sua mesada, tiraram-na do colégio particular e a transferiram para um estadual. Bruna passou a desviar dinheiro da carteira da mãe. Um dia, acusaram a empregada, mas ela foi aos pais e confessou. As portas passaram a ser trancadas em sua casa. Num momento de descuido, quando estava sozinha, descobriu uma pilha de fitas no armário. Eram suas conversas ao telefone gravadas.

Então, de repente, combinaram para ela duas semanas de férias no Guarujá com uma amiga. Veio do nada, um prêmio repentino. Ela tem certeza de que estavam planejando algo. Se estavam, não deu tempo. No dia 18 de outubro de 2002, saiu de casa. "Pr’uma menininha, meu, foram muitas coisas acontecendo." Estava a dias de fazer 18.

Às vezes, pensa em não cobrar



















Pedro Doria
Caderno de Bruna: contabilidade sexual
Bruna acha que seu serviço é fazer com que os clientes gozem. Tem gente que liga do país inteiro para conversar com ela. "Às vezes, brinco que um ou outro cliente é meio melosinho. Me sinto mal que ele pague para fazer carinho.” Tem muitos clientes, escolhe quais vai atender. Mas não muda o preço do programa, é 150 reais. Aliás, mudou uma coisa: se tiver anal, vai a 200. Embora mais e mais a procurem, cobra o mesmo.

"É que eu tenho dó. Você vê que eles estão gastando um dinheiro. Teve um, simplesinho, que juntou um dinheiro suado para vir aqui. Até pensei em não cobrar. Mas aí eu fico com raiva, também. Ele era casado, tinha filho, aquele dinheiro ia fazer falta. Tem cliente que eu percebo que me dá mais atenção do que para a mulher. Me dá presentinho, me mima." CDs, flores, chocolates. Houve uma, era uma moça do Rio que vive com os pais, combinou com Bruna que pegaria um avião, passaria três horas com ela e voltaria. Estava ansiosa, mas acabou não fazendo. Teve medo de só chegar tarde em casa e levar bronca.
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Mensagempor Brando » Qui Ago 11, 2005 4:09 pm

Amigos



Eu já vi o filme dela que puxei no e-donkey: "As aventuras sexuais de Bruna Surfistinha..."



O filme é bem fraquinho, até apaguei para não ocupar lugar no disco... só vale como curiosidade pela performance dela, pois é uma das Gp´s mais famosas, se não for a mais famosa da atualidade ( várias aparições em revista, Televisão, blog conhecido) o que vale no filme é ver o oral completo dela que quase desmaia o Ator, mas ela não é tudo isso que falam não, é mais questão de Marketing, aliás ela tem umas PEREBAS sinistras na bunda...não achei muito legal não...

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Mensagempor Rui Barbosa » Sáb Out 29, 2005 6:01 pm



O adeus de Bruna Surfistinha



Pedro Doria



















Pedro Doria
Bruna Surfistinha: cinco clientes por dia, cinco dias por semana
23.10.2005 | Sexta-feira, dia 28, Bruna Surfistinha completará 21 anos. Aí se aposenta. Está planejando a mudança, e juntando dinheiro para isto, desde o início do ano. Trabalhou vendendo sexo três anos, dez dias. No dia em que saiu de casa, brigada com a mãe, brigada com o pai, ainda tinha 17. Aquele aniversário, completou-o internada num privê paulistano. Seu primeiro nome na vida foi Fernanda.

Tentei falar com Bruna estes últimos dias, mas o celular já estava fora do ar, sem caixa postal. Também não respondeu às mensagens no email profissional nem no pessoal. Talvez quisesse, enfim, encerrar os trabalhos.

Nós nos conhecemos por telefone, em agosto de 2004. Eu havia passado as semanas anteriores cruzando a Internet atrás de uma prostituta que parecesse interessante para contar sua história. Quaisquer pessoas que vivam em situações extremas têm algo para contar. Encontrei-a no GPGuia, um fórum em que clientes resenham e avaliam o desempenho de garotas de programa.

Bruna era a campeã de votos. Não era sua técnica que elogiavam: ela era meiga, carinhosa. Então encontrei o blog
– foi o primeiro de uma garota de programa no Brasil. A menina se expressava bem. Conversamos por pouco mais de uma hora. Me contou que era adotada, não me convenci. Também disse que gostava do trabalho quase sempre, acreditei.

Cinco clientes por dia, cinco dias na semana

Nós nos conhecemos pessoalmente no início de abril deste ano, no flat em que vive, em Moema. Estavam lá ela, sua amiga Gabi com quem dividia o apartamento, um poodle, uma gatinha angorá. Seu telefone fixo tinha a forma de Hello Kitty. Na parte de baixo, a decoração tinha um pouco de quarto de adolescente; no mezanino, uma cama de casal e, à cabeceira, uma foto sua com os seios nus, camisinhas e um tubo de lubrificante. No banheiro da suíte, um frasco de litro de uma loção bucal.

Gabi foi uma amiga especial, um dos pequenos segredos de Bruna. Foi Gabi, nos primeiros dias de carreira da amiga, quem disse que sua cara não era de Fernanda, mas de Bruna. Conhecia o nome de verdade, sempre a chamou de Bruna. Gabi deixou a vida e assumiu a casa. Cozinhava, atendia o celular enquanto a amiga trabalhava em cima. Muitos combinaram encontros com ela achando que conversaram com Bruna. Era o truque para atender sempre como se nunca trabalhasse. As duas dormiam na mesma cama. Embora eventualmente tenham feito um ou outro programa juntas, não eram amantes. Amigas.

Bruna trabalhou muito. Cinco clientes por dia, cinco dias na semana – e isto só depois que, pelo blog, conseguiu trabalhar por conta própria. Nos privês, era mais por menos. Tinha planos de conseguir juntar 100 mil reais até encerrar. No início pensava em reunir 500 mil, mas o tempo foi tornando a quantia mais modesta. Estava a meses, eternamente adiados, de encerrar o supletivo que lhe garantiria o segundo grau.

A Bruna que conheci em Moema era uma menina muito séria, ensimesmada. Jamais reticente: não evitava perguntas; no máximo, pedia que uma coisa ou outra não fosse publicada. Evitou uma: em todas nossas conversas, nunca contou o que fez para forçar a briga em casa que terminou na fuga. Parecia muito grave, talvez nem tenha sido. Em Moema, ela não era uma menina de 20 anos, claro que não. Meninas de 20 anos da classe média urbana, do tipo que ela seria se não tivesse deixado a casa dos pais, estão atrás de estágio, tentando ainda aprender como se portar no ambiente de trabalho. Bruna era segura, de uma segurança conformada.

E ela fazia análise, uma vez por semana

Tinha acabado com o namorado meses antes. Uma hora, enquanto descíamos a Avenida Moema até a praça, perguntei-lhe se gostava mesmo do serviço. Ela não disse nada, fez que não com a cabeça, sorriu. "Mas não escreve isso não, eles não vão entender." Talvez em algum período tenha gostado, talvez no fim já estivesse cansada. Parecia cansada.

Mas a sua não era uma tristeza de a vida estar num buraco negro. Na verdade, Bruna falava com um certo orgulho de suas aparições várias na imprensa, seus "quinze minutos". "Eu tenho coisas para contar", dizia. Deixava a impressão de que cada entrevista era uma sessão de análise, uma tentativa de recontar sua história para compreendê-la melhor. E ela fazia análise, uma vez por semana.

Tinha planos, planos muito bem definidos e planos vagos. Queria um amor. Isto, encontrou. Um ex-cliente, Pedro. Gabi deixou o flat, Pedro se mudou. Bruna queria demais isto, precisava desta companhia para uma nova vida. Queria também se reencontrar com os pais.

Na verdade, era preciso provocá-la para que falasse da mãe. Era seu pai quem vinha sempre à tona. A mãe, a seu ver, perdoaria – o pai é que não. O pai é quem lhe deu uma surra antes que fugisse de casa; o pai é quem deixou de falar com ela primeiro; o pai é quem não permitiria seu retorno. Bruna foi se expondo aos poucos. Primeiro no blog. Em sua primeira entrevista, não quis mostrar o rosto. Quando mostrou, nas páginas da revista “Época” e de tantas outras depois, era para que os pais a vissem. Para que viessem. Não vieram. Em nossa última conversa, decidiu me contar seu nome. Perguntei se poderia publicá-lo. "Ainda não", ela respondeu.

A psicologia era outra de suas obsessões. O dinheiro que juntou serviria para sustentar-se e ao curso, que talvez faça agora. O livro que escreve há tanto está pré-acordado com uma editora carioca.
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Mensagempor Brando » Ter Nov 22, 2005 11:47 pm

Cobalsky wrote:

PESSOAL, A BRUNA ESTEVE NO PROGRAMA SUPERPOP, E PARECE QUE A GATA SE APOSENTOU E SE CASARA COM UM CLIENTE...



BOM....TORÇO PARA QUE SEJAM FELIZES, A GATA É INTELIGENTE, ESTÁ COM O BOLSO CHEIO, E TEM ATITUDE....OPS...ESSE LANCE DE ATITUDE É QUE É FODA...SERÁ QUE SE ELA FICAR BRAVA COM O MARIDO ELA ALMOÇA FORA?





Caro Cobalsky



Eu assisti a entrevista dela no Jô. Ela agora só usa o nome verdadeiro: RAQUEL e de fato ela já ESTÁ morando junto com o ex-cliente, e o cara estava lá na platéia e o Jõ conversou um pouco com ele , o nome dele é PEDRO ( como amplamente divulgado no blog dela que ainda existe), não é nenhum BRAD PITT, é um cara normal, mas segundo a própria contou, ele nas últimas vezes só ia para conversar com ela e ficar namorando, daí surgiu a empatia e ela percebeu que ele não era mais só um cliente. O Jô até deu uma sacaneada nele..."Parou de transar... ficou só na conversa...ah tá igual lá em casa...então resolveu casar né?" a platéia riu pra cacete!!.



Ela é inteligente, excelente marketeira, mas só achei ela meio gordinha agora...mas também já leram o blog dela? Só dorme, bebe cerveja e come pizza!! Assim não tem dieta mesmo que aguente!! rsrsrsrs



Quanto ao marido,li no blog também na despedida dela em que ela comenta que ele vai ter que ser praticamente perfeito, pois ela conhece praticamente todas as desculpas, tempo para um TD e etc. Esse cara pelo que ela conta vai ter que ser mágico mesmo.



Abraços

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Mensagempor raphael » Qua Nov 23, 2005 12:47 am

João Gordo "ataca" Bruna Surfistinha











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da Folha Online





A MTV vai exibir no dia 4

de dezembro (domingo) uma entrevista de João Gordo com Bruna

Surfistinha, no programa "Gordo a Go-Go" (23h30). Ex-garota de

programa, Bruna Surfistinha ficou famosa com um blog relatando suas

aventuras sexuais. É um prato cheio para o apresentador que não poupa

em perguntas indiscretas e comentários nem sempre simpáticos aos

entrevistados.











Daniel Kfouri/FI
Raquel diz ter estudado em colégios da elite paulistana
Raquel diz ter estudado em colégios da elite paulistana


Raquel

Pacheco (nome verdadeiro de Bruna), 21, vai falar sobre o recém-lançado

livro "O Doce Veneno do Escorpião" (ed. Panda Books, R$ 23,90, 172

págs.), que já figura na lista dos mais vendidos nas livrarias do país.





A

primeira tiragem (10 mil exemplares) esgotou em 2 semanas devido a

pedidos de livrarias. A próxima tiragem, que deve sair esta semana,

será de mais 10 mil e já tem lista de espera.











Divulgação
Entrevistar Bruna é prato cheio para ex-punk João Gordo
Entrevistar Bruna é prato cheio para ex-punk João Gordo


"Sou

uma prostituta bem-sucedida", comemora Raquel, que diz ter parado de se

prostituir há três semanas, em entrevista publicada na edição de hoje

da Folha. "Parei porque completei 21 anos, não queria me acabar nessa vida, eu sei o que acontece com prostituta mais velha."





No

livro, ela conta detalhes de transas com clientes, visitas a clubes de

swing, sexo oral com mulheres (seu preferido) e relata as festinhas em

apartamento de garotos. Em uma delas, era a única mulher para oito

caras. "Gozei muito", ela escreve no livro.





A editora comemora o

fenômeno. "É um sucesso inacreditável", diz Marcelo Duarte, dono da

Panda Books. Ele já recebeu proposta para lançar o livro em Portugal e

vender os direitos para o cinema. "Acho que o motivo dessa febre é que

a história é muito boa."






" Cometer injustiças é pior do que sofrê-las "





raphael
 
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